Fotografia de Visão‑americano (Neogale vison)MustelídeosInvasora

Visão‑americano

Neogale vison

Foto: Unsplash (Unsplash License)

Nome comum: visão‑americano

Espécie invasora originária da América do Norte, introduzida acidentalmente na Europa a partir de quintas de produção de peles.

Habitat
Habitats ripícolas e margens de lagos e estuários
Dieta
Peixes, crustáceos, aves, roedores e anfíbios
Família
Mustelídeos

Descrição

Carnívoro de pequeno tamanho, com corpo alongado, focinho arredondado, patas curtas e orelhas arredondadas e pequenas. A pelagem é uniforme, castanho muito escuro, quase preta, com exceção do queixo e garganta, que são brancos. A cauda é volumosa com cerca de metade do comprimento do corpo. Possui membranas interdigitais que facilitam a locomoção em meio aquático. As glândulas anais produzem um odor forte e desagradável.

Habitat

Semi-aquático, associado a rios, ribeiras, lagos, albufeiras e zonas costeiras com cobertura vegetal ripícola abundante. Em Portugal, está presente em todas as bacias hidrográficas a norte do rio Douro, estando em expansão para o sul.

Distribuição

  • Bacias hidrográficas a norte do Douro
  • Em expansão para sul (invasora)
Mapa de Portugal continental por NUTS IIIÁreas de ocorrência aproximada de Visão‑americano a verde sobre o mapa de Portugal continental.CIM Viseu-Dão-LafõesCIM Terras de Trás-os-MontesCIM Tâmega e SousaCIM Reg. LeiriaCIM Reg. CoimbraCIM Reg. AveiroCIM OesteCIM Médio TejoCIM Lezíria do TejoCIM DouroCIM CávadoCIM Beiras e Serra da EstrelaCIM Beira BaixaCIM Baixo AlentejoCIM AveCIM Alto TâmegaCIM Alto MinhoCIM Alto AlentejoCIM AlgarveCIM Alentejo LitoralCIM Alentejo CentralAM PortoAM Lisboa
Mapa de Portugal continental dividido por unidades NUTS III. As regiões a verde indicam a área de ocorrência aproximada da espécie em destaque.

Alimentação

Carnívoro territorial e solitário, de hábitos noturnos e crepusculares, com dieta variada: invertebrados aquáticos (incluindo o lagostim‑vermelho‑americano), peixes, roedores, coelho‑bravo, aves aquáticas, anfíbios e moluscos. É um oportunista que explora as presas mais abundantes em cada momento.

Reprodução

Embora o acasalamento possa ocorrer em qualquer mês do ano, é mais comum de fevereiro a maio. A espécie tem implantação retardada que pode durar 13 a 50 dias. A gestação dura cerca de 4 semanas e cada ninhada tem 4 a 7 crias, que saem das tocas ao fim de cerca de 6 semanas e dispersam às 13–14 semanas.

Estatuto de Conservação

Classificado como Não Aplicável (NA): espécie não-indígena, avaliada no Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A introdução na Europa ocorreu a partir dos anos 50 do século XX através de fugas e libertações de quintas de produção de peles; em Portugal foi detetado pela primeira vez em 1985 no rio Minho. Atualmente abundante e em expansão para sul.

Ameaças para a Fauna Nativa

A expansão do visão‑americano tem efeitos negativos sobre espécies autóctones: predação do rato‑de‑água, aves aquáticas e toupeira‑de‑água, competição com carnívoros nativos (toirão, lontra) e transmissão de agentes patogénicos. É considerado uma das espécies invasoras mais problemáticas da Europa.

Documentos e referências

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