Fotografia de Doninha (Mustela nivalis)MustelídeosPouco Preocupante

Doninha

Mustela nivalis

Foto: gwynmwilliams (CC BY 4.0)

Nome comum: doninha

O menor carnívoro da Europa, especialista na caça de roedores em qualquer fissura ou galeria subterrânea.

Habitat
Alta plasticidade; prefere estruturas lineares como muros, sebes e vegetação ripícola
Dieta
Roedores preferencialmente; machos consomem também coelho‑ibérico
Família
Mustelídeos

Descrição

De corpo cilíndrico e membros curtos, é o menor carnívoro europeu. A pelagem é uniforme, castanha no dorso e branca no ventre. As variedades do norte e leste da Europa tornam-se brancas no inverno. Apresenta dimorfismo sexual acentuado, sendo os machos muito maiores que as fêmeas. Os excrementos são pequenos, compridos e retorcidos, frequentemente depositados em muros de pedra. As pegadas, muito pequenas, mostram geralmente 5 dedos alongados com garras.

Habitat

Espécie com alta plasticidade ecológica, utiliza estruturas lineares da paisagem (muros de pedra, sebes e vegetação ripícola) como corredores. Evita meios abertos. A distribuição é generalizada mas com descontinuidades.

Distribuição

  • Todo o território continental
  • Distribuição com descontinuidades
Mapa de Portugal continental por NUTS IIIÁreas de ocorrência aproximada de Doninha a verde sobre o mapa de Portugal continental.CIM Viseu-Dão-LafõesCIM Terras de Trás-os-MontesCIM Tâmega e SousaCIM Reg. LeiriaCIM Reg. CoimbraCIM Reg. AveiroCIM OesteCIM Médio TejoCIM Lezíria do TejoCIM DouroCIM CávadoCIM Beiras e Serra da EstrelaCIM Beira BaixaCIM Baixo AlentejoCIM AveCIM Alto TâmegaCIM Alto MinhoCIM Alto AlentejoCIM AlgarveCIM Alentejo LitoralCIM Alentejo CentralAM PortoAM Lisboa
Mapa de Portugal continental dividido por unidades NUTS III. As regiões a verde indicam a área de ocorrência aproximada da espécie em destaque.

Alimentação

Alimenta-se preferencialmente de roedores. As fêmeas, de menor porte, exploram as galerias subterrâneas das presas; os machos, maiores, consomem também coelho‑ibérico. Geralmente solitária e ativa tanto de dia como de noite.

Reprodução

As crias nascem entre abril e maio, podendo haver uma segunda ninhada em julho–agosto em anos de grande abundância de alimento. A gestação dura 34 a 37 dias e cada ninhada tem 4 a 6 crias, que atingem a maturidade sexual aos 3–4 meses.

Estatuto de Conservação

Classificada como Pouco Preocupante (LC) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A distribuição é generalizada mas com descontinuidades, e as densidades populacionais são extremamente variáveis (2 a 19 ind./100 ha), dependendo da disponibilidade de presas. Incluída no Anexo III da Convenção de Berna.

Ameaças

Os principais fatores de ameaça são a intensificação agrícola (que reduz a disponibilidade de refúgio e presas), os atropelamentos, a infestação pelo parasita Skrjabingylus nasicola, o uso de rodenticidas e as alterações climáticas.

Documentos e referências

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