Fotografia de Arminho (Mustela erminea)MustelídeosInformação Insuficiente

Arminho

Mustela erminea

Foto: Justin Philbois (CC0)

Nome comum: arminho

Também conhecido como o ermínio: a sua pelagem branca invernal era usada em mantos de cerimónia pelos reis europeus.

Habitat
Biótopos húmidos: lameiros de montanha, galerias ripícolas e sapais
Dieta
Principalmente roedores dos géneros Microtus e Arvicola
Família
Mustelídeos

Descrição

Carnívoro de pequeno tamanho, com dorso castanho mais ou menos escuro ou arruivado e ventre branco quase puro. A cauda é maior que a da doninha e termina num pincel negro. A linha de separação entre o castanho do dorso e o branco do ventre é sempre retilínea. No inverno, a pelagem torna-se parcial ou integralmente branca, conservando sempre o pincel negro na ponta da cauda. Apresenta marcado dimorfismo sexual, sendo os machos maiores que as fêmeas.

Habitat

Esta espécie encontra-se em biótopos húmidos: lameiros de montanha, galerias ripícolas e sapais. Evita florestas densas e zonas áridas. Em Portugal, distribui-se no nordeste do país (serras do norte), representando o limite sudoeste da distribuição europeia.

Distribuição

  • Nordeste de Portugal
  • Montalegre e Mogadouro
  • Apenas 2 registos confirmados desde 2011
Mapa de Portugal continental por NUTS IIIÁreas de ocorrência aproximada de Arminho a verde sobre o mapa de Portugal continental.CIM Viseu-Dão-LafõesCIM Terras de Trás-os-MontesCIM Tâmega e SousaCIM Reg. LeiriaCIM Reg. CoimbraCIM Reg. AveiroCIM OesteCIM Médio TejoCIM Lezíria do TejoCIM DouroCIM CávadoCIM Beiras e Serra da EstrelaCIM Beira BaixaCIM Baixo AlentejoCIM AveCIM Alto TâmegaCIM Alto MinhoCIM Alto AlentejoCIM AlgarveCIM Alentejo LitoralCIM Alentejo CentralAM PortoAM Lisboa
Mapa de Portugal continental dividido por unidades NUTS III. As regiões a verde indicam a área de ocorrência aproximada da espécie em destaque.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de roedores, em especial dos géneros Microtus e Arvicola. Tem atividade tanto diurna como noturna. Machos e fêmeas defendem territórios separados fora da época de reprodução.

Reprodução

O acasalamento ocorre em maio–junho. Devido à implantação diferida dos embriões, os nascimentos só se verificam em março–abril do ano seguinte. Têm uma ninhada anual de 5 a 12 crias; os juvenis atingem a maturidade sexual aos 12 meses. A esperança de vida é de cerca de 1,5 anos, podendo atingir 10 anos.

Estatuto de Conservação

Classificado como Informação Insuficiente (DD) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). Apenas 2 registos de presença confirmados desde 2011 (Montalegre e Mogadouro), com área de ocupação estimada em apenas 4 km² e declínio suspeitado. Portugal situa-se no limite sudoeste da distribuição europeia, tornando as populações locais especialmente vulneráveis. Incluído no Anexo III da Convenção de Berna.

Ameaças

As principais ameaças são a destruição dos habitats ripícolas, o abandono rural e a intensificação agrícola. A presença e expansão do visão‑americano pode exercer pressão competitiva sobre esta espécie. As alterações climáticas constituem uma ameaça adicional, podendo reduzir ainda mais a disponibilidade de habitats adequados.

Documentos e referências

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