
Marta
Martes martes
Nome comum: marta
Mustelídeo florestal de grande habilidade trepadora, identificável pela mancha amarela ou creme na garganta.
- Habitat
- Bosques nativos e maturos de coníferas, folhosas e mistos
- Dieta
- Roedores, aves, anfíbios, répteis, invertebrados e frutos
- Família
- Mustelídeos
Descrição
Carnívoro de tamanho mediano, de coloração castanho-escura. Muito semelhante à fuinha, mas distingue-se por possuir uma mancha amarela ou creme na garganta (em vez da mancha branca da fuinha) e por ter as orelhas ligeiramente maiores. É sobretudo crepuscular e noturna. Os indícios de presença incluem excrementos de forma e cor variável colocados em locais proeminentes (caminhos, pedras) e pegadas com 5 dedos e garras visíveis.
Habitat
Espécie tipicamente florestal, habita bosques nativos e maturos de coníferas, folhosas e mistos, com cobertura das copas superior a 56% e diversificados em termos de recursos alimentares e condições de refúgio. Evita áreas abertas, mas explora habitats rochosos associados a manchas florestais. Em Portugal, encontra-se circunscrita a áreas do Parque Nacional da Peneda-Gerês e do Parque Natural de Montesinho.
Distribuição
- Parque Nacional Peneda-Gerês
- Parque Natural de Montesinho
- Área de ocupação <500 km²
Alimentação
Dieta variada, constituída por roedores, aves, anfíbios, répteis, invertebrados e frutos. Solitária e maioritariamente noturna, ocupa áreas vitais que podem variar entre 2 e 29 km², diminuindo com uma maior cobertura florestal.
Reprodução
Os acasalamentos ocorrem em julho–agosto. Como é comum nos mustelídeos, apresenta implantação retardada: a fecundação efetiva ocorre apenas 165 a 210 dias após o acasalamento, com gestação de 28–30 dias. Os nascimentos ocorrem em abril–maio. As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 15 meses; os machos aos 27 meses. Os juvenis saem das tocas pela primeira vez por volta das 8 semanas de vida.
Estatuto de Conservação
Classificada como Vulnerável (VU, critérios B1ab(iii)+2ab(iii); D1) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023), representando uma alteração face à avaliação anterior (Informação Insuficiente). A área de ocupação é inferior a 500 km² e a extensão de ocorrência inferior a 5 000 km², estimando-se menos de 1 000 indivíduos maturos distribuídos por duas subpopulações (Peneda-Gerês e Montesinho). Incluída no Anexo III da Convenção de Berna e no Anexo V da Diretiva Habitats.
Ameaças
A degradação e conversão dos ecossistemas florestais (especialmente pela ocorrência de incêndios, pela fragmentação dos bosques de folhosas nativos e maturos e pelas plantações de florestas de produção) constituem os principais fatores de ameaça. O aumento da frequência e intensidade dos incêndios florestais pode aumentar a fragmentação das populações. Contribuem ainda os atropelamentos, a urbanização, as alterações climáticas (que poderão reduzir a adequabilidade dos habitats de afinidade eurosiberiana) e a competição com a fuinha.
Outras espécies da família Mustelídeos
Documentos e referências
- DiretivaDiretiva Habitats (92/43/CEE) (abre em nova janela)1992
- LivroLivro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (abre em nova janela)Mathias ML (coord.) et al. · 2023
- LivroAtlas dos Mamíferos de Portugal (abre em nova janela)Bencatel J, Sabino-Marques H, Álvares F, Moura AE, Barbosa AM (eds.) · 2019
Última atualização:






