Fotografia de Fuinha (Martes foina)MustelídeosPouco Preocupante

Fuinha

Martes foina

Foto: Unsplash (Unsplash License)

Nomes comuns: fuinha, papalva, papalvo

Mais adaptável que a sua congénere a marta, a fuinha é frequentemente encontrada nas proximidades de habitações humanas e em edifícios rurais abandonados.

Habitat
Zonas florestais, áreas rochosas e edificações rurais
Dieta
Frutos, pequenos mamíferos e insetos
Família
Mustelídeos

Descrição

Carnívoro de tamanho mediano, de coloração castanha com uma mancha peitoral de cor variável de branco a creme que se estende até à zona inicial das patas anteriores. Apresenta hábitos noturnos. A presença é detetável por excrementos contorcidos em ponta, colocados em caminhos ou latrinas, e por pegadas com 5 marcas de dedos dispostas em semicírculo com garras visíveis.

Habitat

Ocorre em zonas florestais, sistemas agro-silvo-pastoris e matas ripícolas, com preferência por áreas em mosaico. Pode também utilizar zonas antrópicas (celeiros e pilhas de cortiça como locais de repouso). Como locais de refúgio utiliza cavidades naturais de sobreiros, azinheiras e carvalhos, silvados e edificações humanas. Em Portugal, os territórios têm em média 2,6 km², com densidades de 0,91–1,25 ind./km².

Distribuição

  • Todo o território continental
  • Do Minho ao Algarve
  • Área de ocupação ~2 060 km²
Mapa de Portugal continental por NUTS IIIÁreas de ocorrência aproximada de Fuinha a verde sobre o mapa de Portugal continental.CIM Viseu-Dão-LafõesCIM Terras de Trás-os-MontesCIM Tâmega e SousaCIM Reg. LeiriaCIM Reg. CoimbraCIM Reg. AveiroCIM OesteCIM Médio TejoCIM Lezíria do TejoCIM DouroCIM CávadoCIM Beiras e Serra da EstrelaCIM Beira BaixaCIM Baixo AlentejoCIM AveCIM Alto TâmegaCIM Alto MinhoCIM Alto AlentejoCIM AlgarveCIM Alentejo LitoralCIM Alentejo CentralAM PortoAM Lisboa
Mapa de Portugal continental dividido por unidades NUTS III. As regiões a verde indicam a área de ocorrência aproximada da espécie em destaque.

Alimentação

Generalista em termos de dieta: inclui artrópodes, roedores, frutos silvestres (como amoras) e frutos cultivados (como figos). Solitária, maioritariamente noturna e com hábitos arborícolas.

Reprodução

Os acasalamentos verificam-se maioritariamente em junho-julho. Devido à implantação diferida, os nascimentos das crias apenas acontecem em março-abril do ano seguinte. A ninhada tem geralmente 3 a 4 crias, cegas ao nascer. O desmame ocorre às 8 semanas e os juvenis permanecem com a mãe mais 8 a 10 semanas. A maturidade sexual é atingida entre 1 e 2 anos.

Estatuto de Conservação

Classificada como Pouco Preocupante (LC) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A população é estimada entre 1 500 e 1 700 indivíduos maturos, compondo uma única subpopulação com tendência estável. Incluída no Anexo III da Convenção de Berna.

Ameaças

O principal fator é a degradação e conversão dos ecossistemas nativos para monoculturas florestais (eucaliptais) ou agrícolas (olivais super-intensivos). A mortalidade direta por atropelamento e a utilização de métodos não seletivos de controlo de predadores constituem pressões adicionais. Os incêndios florestais e as alterações climáticas poderão reduzir a quantidade de recursos disponíveis.

Documentos e referências

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