Fotografia de Raposa (Vulpes vulpes)CanídeosPouco Preocupante

Raposa

Vulpes vulpes

Foto: Unsplash (Unsplash License)

Nome comum: raposa

O carnívoro mais comum e generalista de Portugal, símbolo da inteligência e adaptabilidade.

Habitat
Adaptável a quase todos os habitats, incluindo zonas urbanas
Dieta
Omnívora: roedores, frutos, aves, insetos e carniça
Família
Canídeos

Descrição

Carnívoro de médio porte, geralmente castanho-avermelhado, com orelhas eretas e pontiagudas de parte de trás preta. A cauda é comprida e espessa, com pelos brancos na extremidade. O focinho é esguio, geralmente com lábio superior branco. Embora seja um dos carnívoros mais comuns em Portugal, a sua observação é difícil devido aos hábitos crepusculares e noturnos. Os indícios de presença incluem pegadas ovais, excrementos em pedras ou tufos de vegetação, frequentemente contendo pelo, penas, insetos ou sementes de frutos.

Habitat

Espécie generalista que ocupa uma diversidade de habitats quase ilimitada, desde zonas costeiras até zonas montanhosas. Tem preferência por matagais em mosaico, florestas e campos agrícolas, mas adapta-se igualmente a ambientes suburbanos e urbanos.

Distribuição

  • Todo o território continental
  • Incluindo ambientes urbanos
Mapa de Portugal continental por NUTS IIIÁreas de ocorrência aproximada de Raposa a verde sobre o mapa de Portugal continental.CIM Viseu-Dão-LafõesCIM Terras de Trás-os-MontesCIM Tâmega e SousaCIM Reg. LeiriaCIM Reg. CoimbraCIM Reg. AveiroCIM OesteCIM Médio TejoCIM Lezíria do TejoCIM DouroCIM CávadoCIM Beiras e Serra da EstrelaCIM Beira BaixaCIM Baixo AlentejoCIM AveCIM Alto TâmegaCIM Alto MinhoCIM Alto AlentejoCIM AlgarveCIM Alentejo LitoralCIM Alentejo CentralAM PortoAM Lisboa
Mapa de Portugal continental dividido por unidades NUTS III. As regiões a verde indicam a área de ocorrência aproximada da espécie em destaque.

Alimentação

Omnívora e oportunista, procura as presas mais abundantes em cada momento. Seleciona coelho‑bravo quando está disponível; na sua ausência alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, frutos, sementes e insetos. Pode escavar tocas ou aproveitar as de coelhos e texugos.

Reprodução

Os acasalamentos ocorrem entre dezembro e fevereiro. A gestação dura 52–53 dias e os juvenis nascem entre março e maio com pelagem castanho-escura. Ambos os progenitores cuidam das crias. Os jovens tornam-se completamente independentes no outono seguinte ao nascimento.

Estatuto de Conservação

Classificada como Pouco Preocupante (LC) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A população portuguesa é estimada entre 7 299 e 39 456 indivíduos maturos, com uma densidade de 0,7 a 4 ind./km² e tendência estável. Por ser espécie cinegética, pode ser caçada durante o período venatório e está sujeita a controlo de abundância em zonas de caça especial.

Ameaças

Os principais fatores de ameaça são os atropelamentos, as medidas de controlo de predadores em zonas de caça, as doenças (sarna, esgana e raiva) e a homogeneização da paisagem por monoculturas de eucalipto que reduzem os recursos disponíveis.

Documentos e referências

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