Fotografia de Geneta (Genetta genetta)ViverrídeosPouco Preocupante

Geneta

Genetta genetta

Foto: Liné1 (CC BY-SA 3.0)

Nomes comuns: geneta, gineta, gato-gineto

De origem africana, a geneta foi provavelmente introduzida na Península Ibérica na Antiguidade e é hoje a única viverrídea europeia.

Habitat
Florestas, matagais, corredores ribeirinhos, zonas rochosas e áreas rurais
Dieta
Omnívora: pequenos mamíferos, aves, frutos e insetos, com variação sazonal
Família
Viverrídeos

Descrição

Carnívoro de médio porte, de pelagem acinzentada com manchas negras que aparentam formar linhas longitudinais. São relativamente comuns indivíduos melânicos. A cauda, de comprimento semelhante ao do corpo, tem anéis negros alternando com o cinzento da pelagem. A sua presença é mais facilmente detetada pelas pegadas (4 dedos pequenos, o 5.º raramente visível, garras semi-retráteis) e pelas latrinas em locais elevados proeminentes (rochas, árvores, telhados) que podem ser revisitadas durante anos.

Habitat

Espécie florestal com grande plasticidade adaptativa. Ocorre em florestas, matagais, corredores ribeirinhos, zonas rochosas e áreas rurais. Apresenta elevada dependência de árvores com cavidades (nomeadamente quercíneas), usadas como abrigo em territórios que em Portugal atingem em média 3,6 km². Evita áreas abertas onde a proteção contra predadores não existe. Hábitos crepusculares e noturnos.

Distribuição

  • Todo o território continental
  • Área de ocupação ~2 116 km²
Mapa de Portugal continental por NUTS IIIÁreas de ocorrência aproximada de Geneta a verde sobre o mapa de Portugal continental.CIM Viseu-Dão-LafõesCIM Terras de Trás-os-MontesCIM Tâmega e SousaCIM Reg. LeiriaCIM Reg. CoimbraCIM Reg. AveiroCIM OesteCIM Médio TejoCIM Lezíria do TejoCIM DouroCIM CávadoCIM Beiras e Serra da EstrelaCIM Beira BaixaCIM Baixo AlentejoCIM AveCIM Alto TâmegaCIM Alto MinhoCIM Alto AlentejoCIM AlgarveCIM Alentejo LitoralCIM Alentejo CentralAM PortoAM Lisboa
Mapa de Portugal continental dividido por unidades NUTS III. As regiões a verde indicam a área de ocorrência aproximada da espécie em destaque.

Alimentação

Omnívora com variações sazonais: consome preferencialmente pequenos mamíferos no outono e inverno, aves e frutos na primavera e verão, e insetos durante todo o ano. Carnívoro solitário e territorial.

Reprodução

Reproduz-se ao longo de todo o ano, com dois picos em abril–maio e agosto–setembro. As ninhadas têm em média 2 a 3 crias, que deixam a toca ao fim de 8 semanas. Aos 6 meses são desmamadas e tornam-se completamente independentes aos 12 meses. Atingem a maturidade sexual aos 2 anos.

Estatuto de Conservação

Classificada como Pouco Preocupante (LC) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A população é superior a 10 000 indivíduos maturos, com uma densidade de cerca de 0,70 ind./km² e tendência estável. Incluída no Anexo III da Convenção de Berna.

Ameaças

Não são conhecidas ameaças significativas. As pressões mais relevantes são a mortalidade por métodos não seletivos de controlo de predadores, os atropelamentos nas estradas de maior tráfego, a perda e fragmentação de manchas florestais por incêndios e a eventual expansão do lince‑ibérico, que pode levar à diminuição considerável das populações de geneta nas áreas onde este felino se estabelece.

Documentos e referências

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